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	<title>Artigo &#8211; Revista Destac</title>
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	<title>Artigo &#8211; Revista Destac</title>
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	<item>
		<title>Esperando o ônibus na linha do trem</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/esperando-o-onibus-na-linha-do-trem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 15:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Revista destac]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[*Artigo Há frases que chegam prontas. Não porque expliquem alguma coisa. Mas porque revelam aquilo que passamos anos tentando nomear. Outro dia ouvi alguém dizer: &#8220;Sinto que estou com frio na linha do trem esperando o ônibus passar.&#8221; A frase permaneceu em mim. Não porque fosse lógica. Mas porque era profundamente verdadeira. O ônibus nunca [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">*Artigo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há frases que chegam prontas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque expliquem alguma coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas porque revelam aquilo que passamos anos tentando nomear.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dia ouvi alguém dizer:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Sinto que estou com frio na linha do trem esperando o ônibus passar.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase permaneceu em mim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque fosse lógica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas porque era profundamente verdadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ônibus nunca passará pela linha do trem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, quantas vezes construímos nossa vida exatamente nesse lugar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é a espera que nos aprisiona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o endereço onde decidimos esperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há pessoas que passam anos aguardando que um pai finalmente reconheça seu esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras continuam oferecendo amor a quem só aprendeu a responder com ausência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há quem espere que um casamento devolva aquilo que nunca existiu, que um irmão compreenda, que um chefe enxergue, que uma mãe acolha, que um filho retribua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sofrimento raramente nasce da falta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele nasce da insistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da delicada e dolorosa capacidade humana de permanecer investindo esperança em lugares que nunca puderam responder ao nosso desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É curioso perceber que, quando esperamos durante muito tempo, deixamos de apenas esperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passamos a habitar a espera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela deixa de ser um momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Torna-se uma forma de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida continua acontecendo ao redor, mas nossos olhos permanecem fixos na direção de algo que nunca virá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez por isso a imagem do frio seja tão precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O frio é o corpo anunciando que aquele lugar deixou de oferecer abrigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, permanecemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acostumamo-nos à temperatura da ausência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inventamos explicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dizemos que é preciso ter paciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que talvez amanhã seja diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que basta esperar mais um pouco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, o tempo faz o que sempre fez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma dor silenciosa em admitir que algumas esperas nunca dependeram do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependiam apenas de reconhecer que estávamos na estação errada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa talvez seja uma das descobertas mais difíceis da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque levantar-se dali não significa apenas mudar de caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa abandonar a fantasia de que, insistindo o suficiente, o impossível um dia acontecerá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há despedidas que não acontecem entre pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acontecem entre nós e as expectativas que alimentamos durante anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez amadurecer seja exatamente isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não deixar de desejar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aprender que nem todo desejo encontrará resposta no lugar onde insistimos em procurá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há uma liberdade discreta quando finalmente compreendemos isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque o frio desapareça imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas porque, pela primeira vez, deixamos de esperar o ônibus na linha do trem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E escolhemos caminhar até um lugar onde a vida, silenciosamente, sempre esteve nos esperando.</p>



<h2 class="wp-block-heading">*Andréia Lages</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Psicanalista/Escritora/Colunista/Membro do Name (<strong>Núcleo da Mulher Empreendedora)</strong> da ACE Catanduva e sócia-proprietária da <strong>grife Different</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato Watsapp (17) 99747-1682</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nutricionista do HPA alerta para os riscos dos alimentos ultraprocessados à saúde</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/nutricionista-do-hpa-alerta-para-os-riscos-dos-alimentos-ultraprocessados-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 15:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o Brasil gasta, por ano, pelo menos R$ 10,4 bilhões com as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados para a saúde da população. São despesas diretas com tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), custos por aposentadoria precoce e licença médica. Só em 2019, segundo a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o Brasil gasta, por ano, pelo menos R$ 10,4 bilhões com as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados para a saúde da população. São despesas diretas com tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), custos por aposentadoria precoce e licença médica. Só em 2019, segundo a pesquisa, foram cerca de 57 mil mortes prematuras relacionadas ao consumo desses produtos, o equivalente a seis mortes por hora ou 156 por dia. Os dados são do estudo “<em>Estimação dos custos da mortalidade prematura por todas as causas atribuíveis ao consumo de produtos alimentícios ultraprocessados no Brasil</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produzidos por meio de longo processo industrial, os alimentos ultraprocessados costumam conter ingredientes que não fazem parte das preparações&nbsp;domésticas, como corantes, aromatizantes, emulsificantes, espessantes e conservantes. Além de aumentar a durabilidade e tornar os produtos mais atrativos ao paladar, esses aditivos são combinados com altas quantidades de sódio, açúcares e gorduras, o que pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-43629" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963-1024x682.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963-300x200.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963-768x512.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23b799be-5891-42a7-aafd-a2ae62770963.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a nutricionista materno-infantil do Hospital Padre Albino, Fernanda Guerzoni Garcia Martignon, o consumo frequente desses alimentos também compromete a qualidade da alimentação. &#8220;Os ultraprocessados possuem alta densidade calórica e baixo valor nutricional. Quando passam a fazer parte da rotina acabam substituindo alimentos&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;ou minimamente processados, reduzindo a ingestão de fibras, vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo&#8221;, explica. A nutricionista ressalta ainda que o excesso desses produtos está associado ao aumento do risco de obesidade, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. &#8220;Além disso, muitos ultraprocessados são formulados para estimular o consumo em grandes quantidades, o que dificulta a percepção de saciedade e favorece hábitos alimentares pouco saudáveis&#8221;, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reduzir os riscos à saúde, a recomendação é priorizar alimentação baseada em alimentos&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões, ovos e carnes frescas. Também é importante criar o hábito de ler os rótulos dos produtos e evitar aqueles com longas listas de ingredientes, especialmente quando incluem aditivos como corantes, aromatizantes, conservantes e realçadores de sabor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: Divulgação FPA</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inverno exige cuidados redobrados com a pele das pessoas idosas</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/inverno-exige-cuidados-redobrados-com-a-pele-das-pessoas-idosas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Revista destac]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[O inverno é uma estação que exige atenção especial com a saúde da pele, principalmente entre as pessoas idosas. As baixas temperaturas e a redução da umidade do ar favorecem o ressecamento e agravam alterações naturais do envelhecimento, como a perda de elasticidade e da capacidade de retenção de água, deixando a pele mais fina, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O inverno é uma estação que exige atenção especial com a saúde da pele, principalmente entre as pessoas idosas. As baixas temperaturas e a redução da umidade do ar favorecem o ressecamento e agravam alterações naturais do envelhecimento, como a perda de elasticidade e da capacidade de retenção de água, deixando a pele mais fina, sensível e vulnerável a irritações, coceiras, fissuras e infecções. De acordo com a dermatologista do Padre Albino Saúde, Dra. Marina Silva, com o avanço da idade ocorre uma diminuição na produção de suor e da oleosidade natural da pele, responsáveis por formar a barreira de proteção cutânea. &#8220;Com essa proteção comprometida, a perda de água aumenta e a pele torna-se mais suscetível ao ressecamento, às alergias, às dermatites e até mesmo às infecções, especialmente durante o inverno, quando o clima favorece essas alterações&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Banhos quentes pedem moderação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de proporcionarem conforto nos dias frios, os banhos muito quentes podem agravar o ressecamento da pele envelhecida. Isso porque a água em temperatura elevada remove a camada de gordura natural que protege a pele, tornando-a ainda mais frágil. A dermatologista orienta que as pessoas idosas deem preferência a banhos rápidos, com água morna, evitando temperaturas muito elevadas. Também recomenda não utilizar buchas, esfoliantes ou produtos abrasivos, já que o atrito pode provocar irritações e pequenas lesões em uma pele naturalmente mais delicada. &#8220;Outra orientação é optar por sabonetes neutros ou glicerinados, que ajudam a preservar o pH e a barreira natural da pele. Já os sabonetes antibacterianos devem ser utilizados apenas quando houver indicação médica, pois podem alterar a microbiota cutânea, importante para a proteção contra microrganismos&#8221;, ressalta.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/46d259a1-21ee-4ce8-acdc-2015a5c5a33f.jpg"><img decoding="async" width="525" height="798" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/46d259a1-21ee-4ce8-acdc-2015a5c5a33f.jpg" alt="" class="wp-image-43572" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/46d259a1-21ee-4ce8-acdc-2015a5c5a33f.jpg 525w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/46d259a1-21ee-4ce8-acdc-2015a5c5a33f-197x300.jpg 197w" sizes="(max-width: 525px) 100vw, 525px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dra. Marina Silva ainda lembra que, após o banho, a pele deve ser seca com delicadeza, sem esfregar a toalha. Em seguida, a aplicação do hidratante corporal é indispensável, principalmente nas pernas, joelhos, cotovelos e calcanhares, regiões que costumam apresentar maior ressecamento. &#8220;Existem diferentes tipos de hidratantes, cada um com uma função específica, como atrair água para a pele, reduzir sua perda ou reforçar a barreira cutânea. No entanto, a hidratação não depende apenas dos cremes. Mesmo durante o inverno, é fundamental manter uma ingestão adequada de água, já que a sensação de sede costuma diminuir entre as pessoas idosas. A combinação entre hidratação interna e externa ajuda a preservar a barreira de proteção da pele e reduzir o ressecamento&#8221;, esclarece.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A escolha das roupas também merece atenção</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é dar preferência a roupas confeccionadas com tecidos naturais, como o algodão, que permitem melhor transpiração da pele e oferecem mais conforto. Peças macias reduzem o atrito e favorecem a absorção dos hidratantes aplicados após o banho. Já tecidos ásperos ou sintéticos podem aumentar a sensação de coceira e irritação, especialmente em peles mais sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Foto: Divulgação</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Você conhece a história da pérola que admira?</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/voce-conhece-a-historia-da-perola-que-admira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:52:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um hábito silencioso que carregamos sem perceber: olhar para a vida do outro a partir do lugar onde ela chegou. Vemos uma conquista, um relacionamento, uma profissão, uma família, uma serenidade que parece inabalável. Admiramos o brilho, mas quase nunca nos perguntamos sobre a estrada que o antecedeu. Talvez porque as estradas tenham uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há um hábito silencioso que carregamos sem perceber: olhar para a vida do outro a partir do lugar onde ela chegou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vemos uma conquista, um relacionamento, uma profissão, uma família, uma serenidade que parece inabalável. Admiramos o brilho, mas quase nunca nos perguntamos sobre a estrada que o antecedeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez porque as estradas tenham uma característica curiosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem as percorre, elas são feitas de cansaço, desvios, esperas e incertezas. Para quem as observa de longe, parecem apenas um caminho bonito que termina em algum lugar desejável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É assim que, muitas vezes, construímos nossas comparações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto atravessamos nossas próprias estações, voltamos os olhos para a estrada ao lado e imaginamos que ela foi mais curta, menos íngreme ou menos dolorosa que a nossa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esquecemos que toda travessia deixa marcas invisíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tempo seco também resseca por dentro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chuva não molha apenas a roupa; há dias em que ela alcança a esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O frio não traz apenas a gripe; às vezes, revela a solidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sol não aquece apenas a pele; também expõe aquilo que tentávamos esconder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada estação nos transforma de uma maneira diferente. Algumas deixam cicatrizes que todos enxergam. Outras permanecem escondidas até de nós mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, quando olhamos para alguém, não enxergamos suas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enxergamos apenas o lugar onde ele parece ter chegado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que a psicanálise nos convida a desconfiar do nosso próprio olhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não sofremos apenas porque o outro conquistou algo que desejamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sofremos, muitas vezes, porque atribuímos à vida do outro uma narrativa que nunca conhecemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fantasia ocupa o espaço deixado pela ausência de informação e, silenciosamente, passamos a acreditar que algumas pessoas chegaram onde estão sem enfrentar as tempestades que ainda atravessamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nenhuma história humana é construída dessa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda existência conhece o tempo da escassez, da espera, da renúncia, do medo e da reconstrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença não está em quem sofreu menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está na forma como cada sujeito conseguiu responder ao que lhe aconteceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicanálise nos ensina que não somos apenas o resultado daquilo que vivemos, mas da maneira como elaboramos nossas experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atravessar uma dor não significa apagá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa permitir que ela encontre um lugar na nossa história, sem determinar todo o nosso destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja por isso que a imagem da pérola nos toque com tanta delicadeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando admiramos uma pérola, vemos beleza, valor e brilho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que raramente lembramos é que ela nasce de uma irritação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pequeno corpo estranho invade a ostra e rompe seu equilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de expulsá-lo, ela o envolve, camada após camada, até transformá-lo em algo precioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma sabedoria silenciosa nessa imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também nós somos atravessados por acontecimentos que não escolhemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perdas, rejeições, frustrações, despedidas e silêncios tornam-se parte da nossa história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque o sofrimento seja desejável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas porque a forma como respondemos a ele participa da construção de quem nos tornamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja essa a maior armadilha da comparação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto conhecemos cada detalhe da nossa estrada — os tropeços, os medos, as pausas, as lágrimas e as dúvidas — olhamos para a estrada do outro apenas pelo ponto onde ela chegou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comparamos a intimidade da nossa travessia com a superfície da história alheia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa nunca será uma comparação justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de admirar ou invejar a pérola de alguém, talvez valha uma pergunta mais honesta:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você conhece a história da estrada que a tornou possível?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque toda pérola tem uma história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E toda história foi escrita por uma estrada que quase ninguém viu.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Andreia Lages</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicanalista/Escritora/Colunista/Membro do Name (<strong>Núcleo da Mulher Empreendedora)</strong> da ACE Catanduva e sócia da Different Grife.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contato Watsapp (17) 99747-1682</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Julho: férias escolares, rotina familiar e saúde mental</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/julho-ferias-escolares-rotina-familiar-e-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo *Dra Silvia Helena Cardoso do Amaral O mês de julho marca um período aguardado por muitas crianças e adolescentes: as férias escolares. Para as famílias, entretanto, essa pausa na rotina acadêmica costuma trazer uma reorganização significativa da dinâmica doméstica. Alteram-se horários, ampliam-se as demandas de cuidado e convivência, surgem novos desafios na conciliação entre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Dra Silvia Helena Cardoso do Amaral</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mês de julho marca um período aguardado por muitas crianças e adolescentes: as férias escolares. Para as famílias, entretanto, essa pausa na rotina acadêmica costuma trazer uma reorganização significativa da dinâmica doméstica. Alteram-se horários, ampliam-se as demandas de cuidado e convivência, surgem novos desafios na conciliação entre trabalho, descanso e atenção aos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a perspectiva da Psicologia, as férias representam muito mais do que um intervalo entre semestres. Elas constituem uma oportunidade para fortalecer vínculos, favorecer o desenvolvimento socioemocional e promover experiências que dificilmente encontram espaço na correria do cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É natural que a convivência mais intensa também revele conflitos, divergências e dificuldades de adaptação. Crianças e adolescentes necessitam de limites claros, previsibilidade e segurança emocional. Da mesma forma, pais e cuidadores precisam compreender que não existe uma família perfeita, mas famílias que se desenvolvem quando aprendem a dialogar, negociar e acolher as diferenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas atitudes podem tornar esse período mais saudável:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter uma rotina flexível, preservando horários básicos para sono, alimentação e descanso.</li>



<li>Estimular momentos de convivência sem o uso excessivo de telas.</li>



<li>Incentivar brincadeiras livres, leitura, atividades criativas e contato com a natureza.</li>



<li>Compartilhar responsabilidades domésticas de acordo com a idade de cada criança.</li>



<li>Reservar diariamente um tempo de escuta verdadeira, no qual o diálogo aconteça sem julgamentos ou distrações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante lembrar que o ócio tem um papel fundamental no desenvolvimento infantil. Quando a criança não encontra todas as respostas prontas, ela exercita a criatividade, a autonomia e a capacidade de elaborar soluções, competências essenciais para a vida adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As férias não precisam ser repletas de viagens ou programações sofisticadas para serem significativas. O que permanece na memória afetiva são as experiências de acolhimento, pertencimento e disponibilidade emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que julho seja vivido não apenas como um período de descanso escolar, mas como uma oportunidade de cultivar relações mais saudáveis, fortalecer a saúde mental da família e construir lembranças que servirão de base para o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silvia Helena Cardoso do Amaral<br>Psicóloga – CRP 06/113107</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Foto-16-05-2026-14-35-27-1-scaled.jpg"><img decoding="async" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Foto-16-05-2026-14-35-27-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43540"/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dra Silvia Helena Cardoso do Amaral <em>atende em: Rua Manaus 1049 -Catanduva</em>&#8211; SP</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A sutileza do abandono invisível</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/a-sutileza-do-abandono-invisivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Destac]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistadestac.com.br/?p=43409</guid>

					<description><![CDATA[Artigo Existe um tipo de abandono que não se reconhece pela ausência. Ele se apresenta como presença contínua. Não há ruptura. Não há saída. Não há gesto que encerre. Ainda assim, algo se perde. O abandono invisível acontece dentro do vínculo, quando a presença não alcança o lugar onde o outro realmente existe. É quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um tipo de abandono que não se reconhece pela ausência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele se apresenta como presença contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há ruptura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há saída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há gesto que encerre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, algo se perde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono invisível acontece dentro do vínculo, quando a presença não alcança o lugar onde o outro realmente existe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É quando alguém está ali, mas não encontra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ama, mas não toca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando permanece, mas não chega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de falta de amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, trata-se justamente do contrário: de um amor que insiste em se manter vivo, mesmo quando perdeu a precisão do encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há vínculos que se sustentam a partir de uma tentativa silenciosa de corresponder ao que se imagina que o outro precisa, e não ao que o outro efetivamente vive.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, nesse deslocamento sutil, algo essencial se perde: a escuta do lugar do outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O amor continua sendo oferecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas deixa de ser atravessado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que não atravessa, ainda que esteja presente, não encontra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, o vínculo vai se reorganizando em torno de adaptações invisíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O outro passa a ser sustentado em versões possíveis de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Versões que cabem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Versões que não desorganizam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Versões que não exigem demasiada presença emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas toda vez que alguém precisa ser menor para caber em um vínculo, algo nele deixa de ser encontrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso não é percebido de imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o abandono invisível não interrompe a relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele a mantém funcionando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é exatamente isso que confunde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade dá a impressão de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, por dentro, algo já não se reconhece mais como encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o mais difícil nesse tipo de experiência seja a ausência de um marco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há um acontecimento que possa ser apontado como origem da dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há apenas um acúmulo de pequenos desencontros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas ausências de resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas distâncias emocionais dentro da proximidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas impossibilidades de ser alcançado no lugar exato onde se está.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, com o tempo, isso produz uma forma específica de solidão:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a solidão dentro do vínculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é estar só.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É não ser encontrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicanálise nos mostra que nem todo sofrimento nasce da ausência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns nascem da presença que não alcança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque presença não é apenas estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É alcançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É sustentar o outro no ponto em que ele existe, e não no ponto em que se espera que ele esteja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando isso não acontece, o vínculo se mantém, mas começa a exigir ajustes internos constantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem recebe esse tipo de amor aprende, sem perceber, a se adaptar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprende cedo a observar o humor da mãe antes de perceber a própria tristeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprende a compreender o cansaço do pai antes de encontrar palavras para nomear a própria necessidade de colo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprende a ser a criança que não incomoda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O amigo que sempre escuta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O adulto que resolve sozinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher forte que raramente pede ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprende que amadurecer talvez seja não precisar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que amar seja compreender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que pertencer seja não exigir demasiada presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há pessoas que passaram a vida inteira sendo compreensivas porque, em algum momento, compreender o outro pareceu mais seguro do que precisar dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, aos poucos, aquilo que começou como uma tentativa de preservar vínculos transforma-se em modo de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que um dia algo se desloca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez durante uma análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez em uma relação amorosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez diante do próprio filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez em uma tarde qualquer, ao perceber o desconforto inexplicável de sempre esperar menos do que realmente se deseja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então surge uma pergunta silenciosa:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em que momento aprendi que precisava diminuir partes de mim para continuar sendo amada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o abandono invisível raramente ensina que somos indesejáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele ensina algo mais delicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina que certas necessidades devem esperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina que determinadas tristezas podem ser adiadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina que algumas regiões de nós não encontrarão morada suficiente no outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez seja por isso que tantas pessoas passem a vida confundindo autonomia com adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confundindo maturidade com silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confundindo força com a antiga experiência de ter precisado sobreviver emocionalmente dentro de vínculos que permaneceram presentes, mas nem sempre alcançaram o lugar exato onde elas existiam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez por isso esse tipo de abandono seja tão difícil de nomear.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque ele não se parece com perda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele se parece com continuidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há continuidades que não sustentam encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando finalmente se percebe isso, o que emerge não é apenas a dor do que faltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o reconhecimento de tudo aquilo que permaneceu sem ser alcançado, mesmo estando perto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez seja exatamente aí que algo começa a mudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se deixa de confundir presença com encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, sobretudo, quando se compreende que ser amado não deveria exigir o desaparecimento gradual de partes importantes de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<strong>Andréia Lages</strong><br><em>Entre Espelhos e Silêncios</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Andréia Lages é Psicanalista / Membro do Name(Núcleo Ace da Mulher Empreendedora)/ Empresária Sócia da loja Different grife</p>



<p class="wp-block-paragraph">(17)-99747-1682</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Foto-13-06-2026-11-42-44-1-scaled.jpg"><img decoding="async" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Foto-13-06-2026-11-42-44-1-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43410"/></a></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prateleiras</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/prateleiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Destac]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
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					<description><![CDATA[Artigo Existe um equívoco comum quando pensamos em organização. Acreditamos que organizar é encontrar espaço para tudo. Compramos caixas, instalamos novas prateleiras, reorganizamos armários, adquirimos agendas e planners na esperança de que, finalmente, a vida encontre seu lugar. Por alguns instantes, a sensação é de alívio. O que estava espalhado agora parece acomodado. O que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um equívoco comum quando pensamos em organização. Acreditamos que organizar é encontrar espaço para tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compramos caixas, instalamos novas prateleiras, reorganizamos armários, adquirimos agendas e planners na esperança de que, finalmente, a vida encontre seu lugar. Por alguns instantes, a sensação é de alívio. O que estava espalhado agora parece acomodado. O que causava desconforto parece sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem toda organização produz ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, apenas tornamos a desordem mais bonita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As prateleiras de uma casa revelam muito mais do que objetos. Elas contam histórias sobre escolhas. Mostram aquilo que consideramos importante manter ao alcance das mãos e aquilo que empurramos para os cantos menos visíveis. Algumas sustentam o essencial. Outras carregam coisas que já perderam sua função, mas permanecem ali porque nunca paramos para decidir o que fazer com elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida psíquica não é muito diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também construímos prateleiras internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nelas colocamos responsabilidades, afetos, sonhos, culpas, perdas, expectativas e desejos. Ao longo dos anos vamos empilhando experiências, compromissos e funções. Assumimos novos papéis, abraçamos novas tarefas e seguimos acrescentando peso à estrutura sem perguntar se ela foi feita para suportar tudo isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O excesso costuma se disfarçar de produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazemos mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumimos mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carregamos mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, muitas vezes, confundimos movimento com transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há pessoas que passam a vida procurando novas prateleiras para sustentar aquilo que já não cabe. Assumem mais uma responsabilidade, mais um compromisso, mais uma função. Não porque precisem delas, mas porque o espaço vazio pode ser assustador. O vazio exige perguntas. O excesso, ao contrário, mantém a mente ocupada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicanálise nos mostra que o sofrimento humano não nasce apenas da falta. Muitas vezes ele nasce do acúmulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acumulam-se obrigações para evitar o encontro com o desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acumulam-se funções para não entrar em contato com a fragilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acumulam-se responsabilidades porque, em algum momento da história, ser necessário ao outro pareceu mais seguro do que reconhecer as próprias necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as prateleiras vão se enchendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quanto mais cheias ficam, mais difícil se torna distinguir aquilo que realmente importa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe algo ainda mais interessante sobre as prateleiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todas estão à mostra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há prateleiras que ficam atrás dos armários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não aquelas que exibimos aos visitantes, nem as que organizamos cuidadosamente para que pareçam bonitas aos olhos de quem passa. Refiro-me às prateleiras escondidas, esquecidas pela rotina, onde guardamos aquilo que não sabemos onde colocar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nelas repousam as pérolas das nossas dores mais profundas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Memórias que evitamos tocar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perdas que aprenderam a sobreviver em silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lutos interrompidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palavras nunca ditas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partes de nós que foram empurradas para trás porque, em algum momento, precisávamos continuar vivendo apesar delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São prateleiras que raramente observamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez apenas nos momentos em que a vida nos obriga a fechar a porta, sentar em silêncio e chorar. Nesses instantes, quando o barulho do mundo diminui, nossos olhos alcançam aquilo que permaneceu escondido durante anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É curioso perceber que passamos tanto tempo tentando organizar o que está do lado de fora, enquanto evitamos olhar para aquilo que permanece guardado dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não porque nos falte coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas porque algumas dores exigem tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exigem elaboração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exigem um encontro delicado com partes da nossa história que não podem ser organizadas da mesma forma que organizamos uma gaveta ou uma agenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, em determinados momentos da vida, percebemos que a desordem não se encontra na mesa de trabalho, no armário ou na rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela habita territórios mais profundos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E organizá-los requer outro tipo de planejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não o planner semanal que compramos na livraria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não a lista de metas que recomeçamos toda segunda-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não a promessa de que, desta vez, conseguiremos controlar tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Organizar essas prateleiras exige um planejamento psíquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exige a coragem de olhar para aquilo que foi guardado no fundo dos armários da alma e perguntar por que ainda ocupa tanto espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não para descartar a própria história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas para atribuir sentido a ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque amadurecer talvez seja isso: reconhecer que nem tudo precisa permanecer ao alcance das mãos, mas tudo aquilo que vivemos merece encontrar um lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a vida não nos peça, em determinados momentos, mais uma prateleira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez nos peça coragem para abrir os armários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, às vezes, a desordem que nos impede de seguir não está espalhada pela casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está cuidadosamente guardada atrás das portas que raramente abrimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esperando, em silêncio, que finalmente possamos olhar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1.jpg"><img decoding="async" width="691" height="1024" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1-691x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43246" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1-691x1024.jpg 691w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1-202x300.jpg 202w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1-768x1138.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2-1.jpg 963w" sizes="(max-width: 691px) 100vw, 691px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Andréia Lages</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicanalista</p>



<p class="wp-block-paragraph">17-99747-1682</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>JUNHO: ENTRE O FRIO DE FORA E O QUE HABITA DENTRO DE NÓS</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/junho-entre-o-frio-de-fora-e-o-que-habita-dentro-de-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistadestac.com.br/?p=43193</guid>

					<description><![CDATA[Artigo -Dra Silvia Helena Cardoso do AmaralCRP 06/113107 Junho costuma chegar silenciosamente. Os dias ficam mais curtos, o frio se aproxima, as pessoas buscam abrigo, aproximam-se do calor, das conversas, dos encontros. Talvez exista algo profundamente simbólico nisso. Vivemos uma época paradoxal: nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão emocionalmente distantes. Corremos para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Dra Silvia Helena Cardoso do Amaral<br>CRP 06/113107</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junho costuma chegar silenciosamente. Os dias ficam mais curtos, o frio se aproxima, as pessoas buscam abrigo, aproximam-se do calor, das conversas, dos encontros. Talvez exista algo profundamente simbólico nisso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos uma época paradoxal: nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão emocionalmente distantes. Corremos para cumprir tarefas, responder mensagens, produzir mais, entregar mais, ser mais. E, nessa velocidade constante, existe uma pergunta que raramente encontra espaço:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estamos, de verdade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o sofrimento emocional não chega fazendo barulho. Ele aparece na irritação constante, no cansaço que não passa, na sensação de vazio mesmo cercado de pessoas, na dificuldade de sentir prazer naquilo que antes fazia sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junho, talvez, nos ofereça uma metáfora importante: quando a temperatura cai, naturalmente procuramos proteção. Mas por que temos tanta dificuldade em buscar abrigo emocional quando aquilo que esfria é a nossa vida interna?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar da saúde mental não significa viver sem dores, conflitos ou dias difíceis. Significa reconhecer necessidades, acolher limites, compreender emoções e construir recursos internos capazes de sustentar aquilo que a vida inevitavelmente apresenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez maturidade emocional tenha menos relação com ser forte o tempo todo e mais relação com reconhecer quando precisamos parar, reorganizar, pedir ajuda, reconstruir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o frio transforma a paisagem do lado de fora, junho pode ser também um convite para observar a paisagem que existe dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque existem invernos que acontecem no clima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E existem aqueles que acontecem silenciosamente dentro das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez a pergunta mais importante deste mês seja: o que, dentro de você, precisa de cuidado antes que esfrie demais?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-43194" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48-1024x1024.jpeg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48-300x300.jpeg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48-150x150.jpeg 150w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48-768x768.jpeg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-09.22.48.jpeg 1254w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>-Silvia Helena Cardoso do Amaral<br>CRP 06/113107</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Professora, psicopedagoga e psicóloga, Sílvia Helena Cardoso do Amaral é pós-graduada em Psicologia Sexual, Neuropsicologia, Psicanálise Clínica, Saúde Mental e Terapia de Casais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atendimento:   (17)- 99643-6366 / Rua Manaus 1049 /esquina com. Rua 24 de Fevereiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Deixa pra lá?” — O luto que eu carrego</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/deixa-pra-la-o-luto-que-eu-carrego/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Revista destac]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e bem estar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistadestac.com.br/?p=43129</guid>

					<description><![CDATA[Artigo *Andreia Lages O luto incomoda uma sociedade que aprendeu a transformar tudo em produtividade, aparência e continuidade.As pessoas até aceitam a dor — desde que ela seja rápida, silenciosa e não atrapalhe o ritmo do mundo. Existe uma espécie de egoísmo social disfarçado de conselho quando alguém diz:“deixa pra lá”,“você precisa seguir”,“isso já passou”. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Artigo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">*Andreia Lages</p>



<p class="wp-block-paragraph">O luto incomoda uma sociedade que aprendeu a transformar tudo em produtividade, aparência e continuidade.<br>As pessoas até aceitam a dor — desde que ela seja rápida, silenciosa e não atrapalhe o ritmo do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma espécie de egoísmo social disfarçado de conselho quando alguém diz:<br>“deixa pra lá”,<br>“você precisa seguir”,<br>“isso já passou”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se elaborar uma perda fosse apenas uma escolha racional.<br>Como se a ausência pudesse ser arquivada em alguma gaveta emocional para não constranger os outros com aquilo que ainda dói.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o luto não funciona no tempo da pressa.<br>O luto não respeita calendários sociais.<br>Ele aparece no cheiro, nos lugares, nas datas comuns, nas pequenas distrações do dia em que, de repente, a falta reaparece inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O luto não avisa quando volta.<br>Às vezes ele reaparece no lado vazio da cama,<br>em uma música tocando distraidamente no mercado,<br>ou no impulso automático de pegar o telefone para contar algo a quem já não está.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez uma das maiores violências emocionais seja exigir que alguém supere rapidamente aquilo que um dia sustentou afetos, vínculos, pertencimentos ou partes inteiras de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há perdas que não dizem respeito apenas ao outro que partiu,<br>mas também às versões de nós que existiam naquela presença.<br>E talvez seja por isso que alguns lutos sejam tão longos:<br>porque não enterramos apenas pessoas,<br>enterramos também partes inteiras da nossa própria história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade chama de força aquilo que muitas vezes é apenas silenciamento.<br>Chama de maturidade o afastamento da dor.<br>E chama de exagero tudo aquilo que lembra que somos profundamente atravessados pelas perdas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esquecer não é cura.<br>Apressar o sofrimento não é elaboração.<br>E seguir vivendo não significa fingir que nada morreu dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas ausências continuam existindo em silêncio.<br>Não porque a vida parou,<br>mas porque certas pessoas, relações e versões de nós mesmos nunca partem completamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="1024" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1-767x1024.jpg" alt="" class="wp-image-43132" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1-767x1024.jpg 767w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1-225x300.jpg 225w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1-768x1026.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1-1150x1536.jpg 1150w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_4175-1.jpg 1168w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">*Andéia Lages</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SOBRE A AUTORA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Andreia Lages é psicanalista e escritora. Desenvolve trabalhos voltados à escuta emocional, afetos contemporâneos e linguagem terapêutica, utilizando a escrita como ferramenta de reflexão e encontro humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente escreve o livro “A verdade no divã — entre espelhos e silêncios”, obra que inspira a identidade da coluna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-29.png"></a>Contato:&nbsp;<strong>17-99747-1682</strong></p>
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		<title>As texturas do inverno 2026</title>
		<link>https://revistadestac.com.br/as-texturas-do-inverno-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:15:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Couro snake e croco camurça chegam com força à temporada e mostram que, quando a paleta esfria, é a superfície que faz o look São Paulo, maio de 2026 — Se tem uma coisa que o inverno 2026 deixa claro desde as primeiras coleções, é que a cor perdeu espaço para a textura. A paleta [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Couro snake e croco camurça chegam com força à temporada e mostram que, quando a paleta esfria, é a superfície que faz o look</em><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>São Paulo, maio de 2026</strong> — Se tem uma coisa que o inverno 2026 deixa claro desde as primeiras coleções, é que a cor perdeu espaço para a textura. A paleta da estação se mantém no universo dos neutros, aos tons terrosos e do chocolate, mas a personalidade do look está na superfície dos materiais. E dois acabamentos em couro dividem o protagonismo da temporada: o <strong>snake</strong>, com seu efeito escamado de inspiração cobra, e o <strong>croco camurça</strong>, que traduz a estampa crocodilo na maciez aveludada do camurça natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tendência não nasceu do nada. A valorização das texturas animais acompanha um movimento mais amplo da moda, que nos últimos anos vem buscando profundidade e caráter nas peças em vez de impacto imediato de cor. O resultado é um guarda-roupa de inverno em que o que chama atenção não é o tom escolhido, mas o modo como a luz incide sobre o material.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Snake: atitude para o dia a dia</strong><strong><br></strong>O couro snake marcado, com reflexo sutil e uma certa atitude natural é a aposta mais versátil da dupla. Antes restrito a bolsas e acessórios de luxo, o acabamento migrou para os calçados do cotidiano e aparece nesta temporada em silhuetas variadas: do tênis casual ao slingback de bico fino, da sapatilha ao salto bloco. Nos tons <strong>marrom quente e chocolate</strong>, combina com alfaiataria, jeans e midi skirts com a mesma facilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na hora de montar o look, a regra de ouro do snake é deixar o calçado falar. Com um tênis ou sapatilha nessa textura, a produção perfeita é simples: calça reta ou wide leg em tom neutro como bege, off-white ou caramelo, blusa de malha fina e casaco estruturado. O snake faz o trabalho de personalidade sem concorrer com nenhuma outra peça. Para quem prefere o salto, o slingback de bico fino em snake marrom é um dos pares mais certeiros da estação: eleva uma calça de alfaiataria escura, transforma um vestido midi de malha e ainda funciona com jeans slim e blazer oversized para um look que vai da reunião ao jantar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dica que funciona bem é apostar no que a moda chama de <em>&#8220;tonal dressing&#8221;</em>: combinar o calçado snake marrom com peças em tons próximos, como caramelo, chocolate e ferrugem. O contraste fica na textura, não na cor, e o resultado é um visual sofisticado sem esforço aparente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Croco camurça: sofisticação sem cerimônia<br></strong>O croco camurça tem uma proposta diferente. A geometria das escamas de crocodilo, quando traduzida em camurça, perde a rigidez e ganha suavidade, o que transforma uma textura historicamente associada ao luxo formal em algo muito mais próximo e usável. Em tons de fendi, rosê e caramelo, aparece em loafers, scarpins e sandálias com tira, composições que transitam entre o trabalho e o fim de semana sem esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O loafer em croco camurça é, talvez, a peça mais democrática do inverno 2026. Ele resolve uma produção inteira com o mínimo de esforço: com meias-calças e saia midi plissada em tom escuro, cria um look feminino e atual; com jeans largo e camisão de linho, fica descolado; com calça de alfaiataria e trench coat, entrega elegância de manhã à noite. Para quem prefere o salto, o scarpin em croco camurça fendi é um clássico contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma combinação que vale experimentar é o scarpin ou sandália em croco camurça rosê com look monocromático em tons de nude e bege. A textura do calçado quebra a monotonia do total look sem interferir na harmonia e o resultado é um dos visuais mais elegantes da temporada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="349" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1-1024x349.jpg" alt="" class="wp-image-43124" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1-1024x349.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1-300x102.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1-768x262.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1-1536x523.jpg 1536w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/4f842316-66cc-4e15-9a4f-6dbbfba2f101-1.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="520" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065-1024x520.jpg" alt="" class="wp-image-43123" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065-1024x520.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065-300x152.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065-768x390.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065-1536x780.jpg 1536w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/0f537865-d7fa-4dc8-8b7e-003b9edf3065.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="476" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e-1024x476.jpg" alt="" class="wp-image-43126" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e-1024x476.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e-300x139.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e-768x357.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e-1536x713.jpg 1536w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d4a22289-0926-45d1-aead-734a8d28dc5e.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="497" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831-1024x497.jpg" alt="" class="wp-image-43125" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831-1024x497.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831-300x146.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831-768x373.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831-1536x746.jpg 1536w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/26465592-8d5a-4392-bd39-f332c64f5831.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="381" src="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195-1024x381.jpg" alt="" class="wp-image-43127" srcset="https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195-1024x381.jpg 1024w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195-300x112.jpg 300w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195-768x286.jpg 768w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195-1536x572.jpg 1536w, https://revistadestac.com.br/wp-content/uploads/2026/05/e6d23b71-e03a-4f12-9738-a3f99b78b195.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Snake ou croco? Por que não os dois</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As duas texturas dividem a mesma paleta de neutros quentes e a mesma lógica de composição, o que significa que podem conviver no guarda-roupa de inverno sem conflito. A escolha entre uma e outra tem menos a ver com ocasião e mais com o tipo de presença que cada mulher quer comunicar: o snake é mais assertivo, pede mais atenção, já o croco camurça é mais discreto e mais elegante no sentido clássico da palavra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na coleção de Inverno 2026 da Usaflex, referência em calçados femininos de conforto no Brasil, as duas texturas ganham espaço em famílias completas de produtos de calçados e acessórios, o que permite montar combinações dentro da mesma linguagem estética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova coleção da Usaflex já está disponível nas franquias, lojas multimarcas e no site oficial da marca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre a Usaflex<br></strong>Fundada em 1998, na cidade de Igrejinha, Rio Grande do Sul, a Usaflex é pioneira e líder na fabricação de calçados e bolsas de couro que priorizam a inovação, estilo e conforto para mulheres. Com produção de até 25 mil pares de calçados por dia, a marca se destaca por agregar tecnologia em mais de 50 diferentes linhas de produtos, que podem ser adquiridos pela loja virtual, multimarcas ou em uma das mais de 370 franquias espalhadas por todo território nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.usaflex.com.br">www.usaflex.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">IG: @usaflex</p>
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