GAL faz pré-estreia gratuita do seu mais novo espetáculo

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O Grupo de Apoio à Loucura (GAL), companhia de teatro e performance, com 15 anos de
atuação e criada em São José do Rio Preto (SP), comemora a longevidade de seu trabalho
com a pré-estreia de “Fresta, fissura e outras rachaduras – uma obra em processo de
sutura”. Protagonizado pelo ator e fundador do Grupo, Murilo Gussi, em parceria com diretor
convidado, o paulistano Rodolfo Lima. As três apresentações gratuitas acontecem nos dias
4, 5 e 6 de abril, às 20h, em uma casa desocupada na zona norte da cidade.

15 ANOS DE TRAJETÓRIA NAS ARTES CÊNICAS
Com 15 anos de trabalho contínuo, GAL (@_grupodeapoioaloucura) investiga, desde a sua
fundação em 2010, corpos e dissidências culturais, trazendo à tona questões sobre a
invisibilização da comunidade LGBTQIAPN+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais, queers, intersexuais, assexuais, pansexuais, não-bináries e +) e, acima de
tudo, promove ações artísticas para: o orgulho, o amor e a liberdade. E nessa trajetória, o
Grupo é reconhecido e premiado por sua pesquisa e produção.
Com seu mais novo trabalho, “Fresta, fissura e outras rachaduras – uma obra em processo
de sutura”, GAL se desafia a construir uma história de dor, prazer e intimidade.
Protagonizada pelo multiartista e fundador do Grupo, o ator Murilo Gussi, conta com o
diretor especialmente convidado para esse trabalho, o paulistano Rodolfo Lima. Além de
Gussi, a peça tem a participação dos artistas David Balt, bailarino e ator, da performer e
atriz, Azulla, e dos atores E Su Mayê e Cairo do Mato. As três apresentações gratuitas

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acontecem em uma casa desocupada localizada na zona norte da cidade, que fica na rua:
Norival Teixeira Lopes, 592, bairro Morada do Sol.
PODE ME CHAMAR DE M
Cruzando as fronteiras entre realidade e ficção, Murilo compartilha histórias íntimas e
experiências sexuais e afetivas que foram vividas ou imaginadas por ele e sua personagem.
Em uma narrativa forte e intimista, conta de sua relação com a passagem do tempo,
violências, uso abusivo de drogas e o sexo. Com destaque também para temáticas urgentes
e atuais, em especial: o cuidado de si mesmo, a saúde mental e o fortalecimento de nossas
redes dos afetos.
Nesse cenário, vamos acompanhar as desventuras de um corpo no mundo em busca de
afeto, mas que precisa enfrentar as barreiras que uma sociedade LGBTfóbica cria – e que
dificultam o bem viver. Fresta: “qualquer abertura estreita que permita a passagem de luz e
ar”; fissura: “termo que pode se referir a uma rachadura ou ferimento, tanto no osso quanto
na pele, pode causar dor e desconforto”; rachar: “abrir, afastando as partes de um todo,
abrir fendas, dividir violentamente, lascar, rachadura”. E cura?

O ator Murilo Gussi em cena durante abertura do processo de Fresta, fissura e outras

rachaduras. Fotografias de: Leidiane Bergo (@bergofotos).

LAÇOS QUE FAZEMOS COM A VIDA
“Não há conforto na verdade / Dor é tudo que você vai encontrar” é o que dizem os versos
traduzidos do hit clássico na voz de George Michael, a canção “Careless Whisper”, que
compõe a trilha sonora do espetáculo. Entre a busca pela própria história de sua vida, os
abusos, e desafiando o próprio corpo, “Fresta, fissura…” é um espetáculo forte na exposição
das dores para que um elo se crie, com o público, nesse caminho de curar-se de diversas
dores. Pai, mãe, “boys”, amigues, amigas e amigos estão presentes. Assim, a personagem
vai buscar montar as peças de um quebra-cabeça que forma e deforma sua própria história.
Ambientado em um “motel barato”, o público experimenta dividir a noite com Murilo para
compartilhar desse espetáculo íntimo.

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PARCERIA COM DIRETOR PAULISTANO
Para esse trabalho, GAL e Murilo Gussi convidaram o diretor paulistano, Rodolfo Lima, para
realizar a direção do espetáculo. Lima tem longa pesquisa e produção no que se define
como “um teatro gay”. Com trabalhos de destaque como, “Réquiem para um rapaz triste”
(2003); “Bicha Oca” (2009); e “Aí vem seu homem” (2024).
“Conheci o Murilo em 2017, quando participei da Mostra Resistências com um dos meus
trabalhos e então ficamos amigos”. Anos depois, ao se reencontrarem, o convite foi feito:
“Murilo me esboçou o desejo de uma peça, com a minha direção. Aceitei na hora!”, conta o
diretor.
Para Lima, o trabalho pode ser entendido como: “[uma peça em que] de forma crua e direta
se expõe a realidade de um homem gay. Imerso em um universo complexo que envolve
desejos, buscas sem respostas, vícios e inquietações. Tudo o que o levou até o lugar em
que ele se encontra hoje: em um quarto de “motel barato”, sozinho, esse homem vivencia
seus fantasmas com a cumplicidade do público”.
ACESSIBILIDADE
As apresentações dispõem de recursos de acessibilidade para ampliar a presença do
público: interpretação em Libras e audiodescrição. Nas três apresentações, sexta (4),
sábado (5) e domingo (6), a peça conta com interpretação em Libras. Na apresentação de
sexta (4), há audiodescrição do espetáculo.
AUTOCLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
A autoclassificação indicativa do espetáculo é de 18 anos: conteúdo destinado
exclusivamente a adultos.
SERVIÇO
PRÉ-ESTREIA E APRESENTAÇÕES GRATUITAS
Datas: sexta (4), sábado (5) e domingo (6) de abril de 2025.
Horário: todas as sessões às 20h.
Local: Rua Norival Teixeira Lopes, 592, bairro Morada do Sol, São José do Rio Preto (SP).
Reserva gratuita de ingressos: acesse o link na Bio do Instagram de GAL:
https://www.instagram.com/_grupodeapoioaloucura/.
FICHA TÉCNICA
Elaboração do projeto, produção administrativa e dramaturgia: Murilo Gussi
Direção: Rodolfo Lima
Elenco: Murilo Gussi, David Balt, Azulla, E Su Mayê e Cairo do Mato.
Produção geral e Assistência de Direção: Andrea Capelli
Orientação em dramaturgia: Tauane Santo Forte
Iluminação: E Su Mayê
Direção musical e trilha sonora: Cairo do Mato
Cenografia: Leonardo Bauab
Contrarregragem: Azulla
Designer gráfico e visagismo: Deivison Miranda
Assessoria em acessibilidade: Barbara Moura
Comunicação: Felipe Ibrahim

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Fotografias: Leidiane Bergo (@bergofotos)
SOBRE GAL – GRUPO DE APOIO À LOUCURA
Fundado em 2010 pelo multiartista Murilo Gussi, o GAL (Grupo de Apoio à Loucura) busca
aliar à pesquisa teatral, alguns temas considerados urgentes, como a incomunicabilidade e
a intolerância com corpos dissidentes. Já participou de festivais como o FIT (São José do
Rio Preto, 2014, 2018 e 2023), FRINGE (Curitiba, 2014), Festivale (São José dos Campos,
2013), MIT (Caraguatatuba, 2014), FLIV (Votuporanga, 2016 e 2017), Satyrianas (São
Paulo, 2016 e 2023) e o FESTA (Santos, 2020). Compõem o repertório do Grupo,
espetáculos híbridos e autorais, com uma pesquisa permanente de linguagens que flertam
com a performance, a música, a poesia e com a cultura drag. Destaques para o premiado
manifesto musical “PUTO!” (2016), “Cabarexistência” (2017/2023) e “Experiência
XSINDZIVXS” (2020), além de três montagens a partir da dramaturgia gay de Tennessee
Williams, “CONDENADA!” (2011), “BLANCHE!” (2012) e “Me deixa Ouvir” (2014).
SOBRE MURILO GUSSI
É uma pessoa não conformista de gênero, artivista e multiartista que investiga o hibridismo
de linguagens em produções teatrais que abordam temáticas consideradas urgentes, como
a interseccionalidade e as intolerâncias sociais. Iniciou sua trajetória artística em 2003 e tem
em seu currículo mais de 50 espetáculos. É diretor-fundador do GAL. Desde 2008, conduz
aulas e oficinas como arte-educador. Em 2021, escreveu a pesquisa “Ensaios sobre
Artivismo – O Q da queer e qual de GAL?”, por meio do Prêmio Nelson Seixas. Essa
pesquisa foi desdobrada de forma prática em festivais como o Território Cênico (Rio Preto,
2023) e o FIT (Rio Preto, 2024). É criador da “MADRE” (Mostra de Artes da Diversidade e
Resistência) e do “Cabaré da MADRE”, além da Mostra Cênica Resistências. Recebeu o
prêmio de Ator Revelação, em 2017, na Mostra Fênix de Linguagens, na cidade de Tupã,
por seu espetáculo-manifesto: “PUTO!” e, também, o Prêmio Cidadania, em Catanduva, por
suas contribuições e ações junto à comunidade LGBTQIAPN+.
SOBRE RODOLFO LIMA
Diretor convidado pelo GAL para esse trabalho, Rodolfo Lima (Teatro do Indivíduo) vive em
São Paulo (Capital). É ator, jornalista, produtor cultural e diretor de teatro. Graduado em
Jornalismo, Mestre em Divulgação Cultural e Científica (Unicamp), pós-graduado em
Gestão de Projetos Culturais (CELACC/USP) e Doutorando (ECA/USP). Tem entre seus
muitos trabalhos alguns destaques, como: “Réquiem para um rapaz triste” (2003); “Bicha
Oca” (2009); “Em busca de um teatro gay” (evento em 2015); e “Aí vem seu homem” (2024),
além de trabalhos em homenagem ao escritor e à obra de Caio Fernando Abreu. Suas
produções já foram apresentadas em diversos locais na Capital (SP) e em outras cidades
do Estado, incluindo São José do Rio Preto. Além de Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR),
Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Salvador, Porto Seguro, Santo Amaro da Purificação e
Alagoinhas (BA). Publica e mantém um perfil com análises críticas em:
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